Sou advogado, e agora?

Sou advogado, e agora?

Profissionais recém-formados em Direito têm diante de si um amplo leque de possibilidades profissionais a serem percorridas. Desde a escolha do papel que deseja desempenhar, como, por exemplo, advogado, promotor, juiz, entre outros, até a área em que deseja se especializar, seja direito do trabalho, tributário, penal, civil, etc.

Verdade seja dita, muitos jovens profissionais ingressam na carreira jurídica através da advocacia talvez por ela ser mais acolhedora nesse momento inicial. Isso, contudo, não quer dizer seja fácil dar o pontapé inicial em uma carreira de sucesso. Por isso, apresentaremos neste artigo algumas questões importantes para o advogado começar com o pé direito. Acompanhe!

Como lidar com a concorrência?

Me formei em direito, e agora, qual é o próximo passo? Certamente esse advogado ainda não terá uma carteira grande de clientes. Por isso, ele sente pressão para criar um diferencial que o destaque da enorme concorrência no mercado. Nesse momento, é importante resistir ao impulso de reduzir demasiadamente o valor dos honorários.

É preciso ter em mente que uma ação judicial, ou mesmo uma consulta, é trabalho duro, que geralmente envolve estudo de caso, pesquisa de jurisprudência, elaboração de petições, comparecimento a audiências, acompanhamento processual entre outras diligências. Sendo assim, quanto mais barato o profissional cobrar pelos serviços mais clientes precisará ter para se manter. Quanto mais clientes tiver, menos tempo poderá dedicar a cada um. É sempre bom lembrar que o cliente procura por preços baixos, mas também exige qualidade e dedicação.

Cresça profissionalmente

O advogado, além do trabalho do ponto de vista prático, deve sempre dar continuidade aos estudos. Não é obrigatório que o faça formalmente em uma instituição de ensino, mas é fundamental estar por dentro de todas as inovações legislativas, como o novo Código de Processo Civil, por exemplo, que certamente vai impactar a rotina da maioria dos advogados brasileiros. Também, é importante visitar frequentemente os sites dos tribunais perante os quais atua e manter em dia a leitura da jurisprudência, pois ela é uma ótima fonte de argumentação.

Estudo de mercado

Muitos advogados escolhem militar em determinada área por motivos de afinidade ou vocação. Embora isso não seja completamente desaconselhável, não pode ser o único fator a motivar a escolha. Se a intenção é sobreviver do ofício, é necessário ter um volume mínimo de causas. Desse modo, é preciso estudar e conhecer as demandas do mercado, sendo certo que no futuro o advogado, já em uma situação mais confortável, sempre poderá migrar para outro local ou outra especialidade.

Esteja sempre preparado

O advogado deve estar preparado para atender o cliente o mais rápido possível. Para isso, é indispensável ter diversos modelos prontos de contratos de honorários, procurações, recibos, programas de cálculos judiciais e de juros e correção, enfim, todas as ferramentas necessárias para o bom desempenho das funções. Isso é importante não apenas para assegurar o patrocínio da causa, mas também, em muitos casos, para evitar o perecimento do direito ou a piora da situação jurídica do cliente.

Por fim, resta pontuar que o começo na carreira nunca é fácil e necessariamente envolve uma nova postura com a qual devemos nos habituar. Por outro lado, o profissional que acabou de pegar a carteira da OAB certamente tem muitos sonhos e uma vontade enorme de trabalhar.

Essa energia pode e deve ser aproveitada nos momentos de maior dificuldade, como uma espécie de combustível. Aos poucos, como tudo na vida, os desafios vão ficando cada vez mais fáceis, na medida em que adquirimos conhecimento e, principalmente, experiência. Caso você ainda tenha alguma dúvida sobre esse primeiro passo na carreira, deixe seu comentário e participe da conversa.

 

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